Jó 21 em 3 versões
Almeida Corrigida Fiel, João Ferreira de Almeida (1911), Bíblia Livre
ACF Respondeu, porém, Jó, dizendo:
JFA Respondeu porém Job, e disse:
BLIVRE Porém Jó respondeu, dizendo:
ACF Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
JFA Ouvi attentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolações.
BLIVRE Ouvi atentamente minhas palavras, e seja isto vossas consolações.
ACF Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
JFA Soffrei-me, e eu fallarei: e, havendo eu fallado, zombae.
BLIVRE Suportai-me, e eu falarei; e depois de eu ter falado, então zombai.
ACF Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
JFA Porventura eu me queixo a algum homem? porém, ainda que assim fosse, porque se não angustiaria o meu espirito?
BLIVRE Por acaso eu me queixo de algum ser humano? Porém ainda que assim fosse, por que meu espírito não se angustiaria?
ACF Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
JFA Olhae para mim, e pasmae: e ponde a mão sobre a bocca.
BLIVRE Olhai-me, e espantai-vos; e ponde a mão sobre a boca.
ACF Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
JFA Porque, quando me lembro d'isto, me perturbo, e a minha carne é sobresaltada d'horror.
BLIVRE Pois quando eu me lembro disto, me assombro, e minha carne é tomada de tremor.
ACF Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
JFA Por que razão vivem os impios? envelhecem, e ainda se esforçam em poder?
BLIVRE Por que razão os perversos vivem, envelhecem, e ainda crescem em poder?
ACF A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
JFA A sua semente se estabelece com elles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
BLIVRE Seus filhos progridem com eles diante de seus rostos; e seus descendentes diante de seus olhos.
ACF As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
JFA As suas casas teem paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre elles.
BLIVRE Suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não está contra eles.
ACF O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
JFA O seu touro gera, e não falha: pare a sua vacca, e não aborta.
BLIVRE Seus touros procriam, e não falham; suas vacas geram filhotes, e não abortam.
ACF Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
JFA Mandam fóra as suas creanças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
BLIVRE Suas crianças saem como um rebanho, e seus filhos saem dançando.
ACF Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
JFA Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som dos orgãos.
BLIVRE Levantam a voz ao som de tamboril e de harpa e se alegram ao som de flauta.
ACF Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
JFA Na prosperidade gastam os seus dias, e n'um momento descem á sepultura.
BLIVRE Em prosperidade gastam seus dias, e em um momento descem ao Xeol.
ACF E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
JFA E, todavia, dizem a Deus: Retirate de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
BLIVRE Assim dizem a Deus: Afasta-te de nós, porque não queremos conhecer teus caminhos.
ACF Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
JFA Quem é o Todo-poderoso, para que nós o sirvamos? e que nos aproveitará que lhe façamos orações?
BLIVRE Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E de que nos aproveitará que oremos a ele?
ACF Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
JFA Vêde porém que o seu bem não está na mão d'elles: esteja longe de mim o conselho dos impios!
BLIVRE Eis que sua prosperidade não se deve às mãos deles. Longe de mim esteja o conselho dos perversos!
ACF Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
JFA Quantas vezes succede que se apaga a candeia dos impios, e lhes sobrevem a sua destruição? e Deus na sua ira lhes reparte dôres!
BLIVRE Quantas vezes sucede que a lâmpada dos perversos se apaga, e sua perdição vem sobre eles, e Deus em sua ira lhes reparte dores?
ACF Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
JFA Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
BLIVRE Eles serão como palha diante do vento, como o restos de palha que o turbilhão arrebata.
ACF Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
JFA Deus guarda a sua violencia para seus filhos, e lhe dá o pago, que o sente.
BLIVRE Vós dizeis: Deus guarda sua violência para seus filhos. Que Deus pague ao próprio perverso, para que o conheça.
ACF Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
JFA Seus olhos vêem a sua ruina, e elle bebe do furor do Todo-poderoso.
BLIVRE Seus olhos vejam sua ruína, e beba da ira do Todo-Poderoso.
ACF Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
JFA Porque, que prazer teria na sua casa, depois de si, cortando-se-lhe o numero dos seus mezes?
BLIVRE Pois que interesse teria ele em sua casa depois de si, quando o número for cortado o número de seus meses?
ACF Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
JFA Porventura a Deus se ensinaria sciencia, a elle que julga os excelsos?
BLIVRE Poderia alguém ensinar conhecimento a Deus, que julga até os que estão no alto?
ACF Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo.
JFA Este morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e socegado.
BLIVRE Alguém morre na sua força plena, estando todo tranquilo e próspero,
ACF Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
JFA Os seus baldes estão cheios de leite, e os seus ossos estão regados de tutanos.
BLIVRE Seus baldes estando cheios de leite, e o tutano de seus ossos umedecido.
ACF E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
JFA E outro morre, ao contrario, na amargura do seu coração, não havendo comido do bem.
BLIVRE Porém outro morre com amargura de alma, nunca tendo experimentado a prosperidade.
ACF Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
JFA Juntamente jazem no pó, e os bichos os cobrem.
BLIVRE Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
ACF Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
JFA Eis que conheço bem os vossos pensamentos: e os maus intentos com que injustamente me fazeis violencia.
BLIVRE Eis que eu sei vossos pensamentos, e os mais intentos que planejais contra mim.
ACF Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
JFA Porque direis: Onde está a casa do principe? e onde a tenda das moradas dos impios?
BLIVRE Porque dizeis: Onde está a casa do príncipe?, e: Onde está tenda das moradas dos perversos?
ACF Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
JFA Porventura o não perguntastes aos que passam pelo caminho? e não conheceis os seus signaes?
BLIVRE Por acaso não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis seus sinais?
ACF Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
JFA Que o mau é preservado para o dia da destruição; e são levados no dia do furor.
BLIVRE Que os maus são preservados no dia da destruição, e são livrados no dia das fúrias?
ACF Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
JFA Quem accusará diante d'elle o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que faz?
BLIVRE Quem lhe denunciará seu caminho em sua face? E quem lhe pagará pelo que ele fez?
ACF Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
JFA Finalmente é levado ás sepulturas, e vigia no montão.
BLIVRE Finalmente ele é levado à sepultura, e no túmulo fazem vigilância.
ACF Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
JFA Os torrões do valle lhe são doces, e attrahe a si a todo o homem; e diante de si ha innumeraveis.
BLIVRE Os torrões do vale lhe são doces; e todos o seguem; e adiante dele estão inúmeros.
ACF Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.
JFA Como pois me consolaes com vaidade? pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.
BLIVRE Como, pois, me consolais em vão, já que vossas em vossas respostas só resta falsidade?