Jó 4 em 3 versões
Almeida Corrigida Fiel, João Ferreira de Almeida (1911), Bíblia Livre
ACF Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:
JFA Então respondeu Eliphaz o temanita, e disse:
BLIVRE Então Elifaz, o temanita, respondeu, dizendo:
ACF Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras?
JFA Se intentarmos fallar-te, enfadar-te-has? mas quem poderia conter as palavras?
BLIVRE Se tentarmos falar contigo, ficarás incomodado? Mas quem poderia deter as palavras?
ACF Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.
JFA Eis que ensinaste a muitos, e esforçaste as mãos fracas.
BLIVRE Eis que tu ensinavas a muitos, e fortalecias as mãos fracas;
ACF As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.
JFA As tuas palavras levantaram os que tropeçavam e os joelhos desfallecentes fortificaste.
BLIVRE Tuas palavras levantavam os que tropeçavam, e fortificavas os joelhos que desfaleciam.
ACF Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas.
JFA Mas agora a ti te vem, e te enfadas: e, tocando-te a ti, te perturbas.
BLIVRE Mas agora isso que aconteceu contigo, tu te cansas; e quando isso te tocou, te perturbas.
ACF Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos?
JFA Porventura não era o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a sinceridade dos teus caminhos?
BLIVRE Por acaso não era o teu temor a Deus a tua confiança, e a integridade dos teus caminhos tua esperança?
ACF Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
JFA Lembra-te agora qual é o innocente que jamais perecesse? e onde foram os sinceros destruidos?
BLIVRE Lembra-te agora, qual foi o inocente que pereceu? E onde os corretos foram destruídos?
ACF Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo.
JFA Como eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeam trabalho segam o mesmo.
BLIVRE Como eu tenho visto, os que lavram injustiça e semeiam opressão colhem o mesmo.
ACF Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem.
JFA Com o bafo de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
BLIVRE Com o sopro de Deus eles perecem, e pelo vento de sua ira são consumidos.
ACF O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
JFA O bramido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebrantam.
BLIVRE O rugido do leão, a voz do leão feroz, e os dentes dos leões jovens são quebrantados.
ACF Perece o leão velho, porque não tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos.
JFA Perece o leão velho, porque não ha preza; e os filhos da leoa andam esparzidos.
BLIVRE O leão velho perece por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam.
ACF Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
JFA Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro d'ella.
BLIVRE Uma palavra me foi dita em segredo, e meu ouvidos escutaram um sussurro dela.
ACF Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,
JFA Entre imaginações de visões da noite, quando cae sobre os homens o somno profundo;
BLIVRE Em imaginações de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre os homens,
ACF Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
JFA Sobreveiu-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
BLIVRE Espanto e tremor vieram sobre mim, que espantou todos os meus ossos.
ACF Então um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne.
JFA Então um espirito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabellos da minha carne;
BLIVRE Então um vento passou por diante de mim, que fez arrepiar os pelos de minha carne.
ACF Parou ele, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz que dizia:
JFA Parou elle, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos: e, calando-me, ouvi uma voz que dizia:
BLIVRE Ele parou, mas não reconheci sua feição; uma figura estava diante de meus olhos, e ouvi uma voz quieta, que dizia:
ACF Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador?
JFA Seria porventura o homem mais justo do que Deus? seria porventura o varão mais puro do que o seu Creador?
BLIVRE Seria o ser humano mais justo que Deus? Seria o homem mais puro que seu Criador?
ACF Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura;
JFA Eis-que nos seus servos não confiaria, e aos seus anjos imputaria loucura:
BLIVRE Visto que ele não confia em seus servos, e considera seus anjos como loucos,
ACF Quanto menos àqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
JFA Quanto menos n'aquelles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são machucados como a traça!
BLIVRE Quanto mais naqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagáveis como a traça!
ACF Desde a manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem sem que disso se faça caso.
JFA Desde a manhã até á tarde são despedaçados: e eternamente perecem sem que d'isso se faça caso.
BLIVRE Desde a manhã até a tarde são despedaçados, e perecem sempre, sem que ninguém perceba.
ACF Porventura não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria.
JFA Porventura se não passa com elles a sua excellencia? morrem, porém sem sabedoria.
BLIVRE Por acaso sua excelência não se perde com eles mesmos? Eles morrem sem sabedoria.