Jó 6 em 3 versões
Almeida Corrigida Fiel, João Ferreira de Almeida (1911), Bíblia Livre
ACF Então Jó respondeu, dizendo:
JFA Então Job respondeu, e disse:
BLIVRE Mas Jó respondeu, dizendo:
ACF Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
JFA Oh se a minha magoa rectamente se pezasse, e a minha miseria juntamente se alçasse n'uma balança!
BLIVRE Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!
ACF Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas.
JFA Porque na verdade mais pesada seria, do que a areia dos mares: por isso é que as minhas palavras se me afogam.
BLIVRE Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.
ACF Porque as flechas do TodoPoderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
JFA Porque as frechas do Todo-poderoso estão em mim, cujo ardente veneno me chupa o espirito: os terrores de Deus se armam contra mim.
BLIVRE Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.
ACF Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?
JFA Porventura zurrará o jumento montez junto á relva? ou berrará o boi junto ao seu pasto?
BLIVRE Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?
ACF Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
JFA Ou comer-se-ha sem sal o que é insipido? ou haverá gosto na clara do ovo?
BLIVRE Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?
ACF A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante.
JFA A minha alma recusa tocal-o, pois é como a minha comida fastienta.
BLIVRE Minha alma se recusa tocar essas coisas, que são para mim como comida detestável.
ACF Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
JFA Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me désse o que espero!
BLIVRE Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero!
ACF E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
JFA E que Deus quizesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
BLIVRE Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!
ACF Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo.
JFA Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me perdoando elle; porque não occultei as palavras do Sancto.
BLIVRE Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.
ACF Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência?
JFA Qual é a minha força, para que eu espere? ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
BLIVRE Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?
ACF É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
JFA É porventura a minha força a força de pedra? Ou é de cobre a minha carne?
BLIVRE É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?
ACF Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
JFA Ou não está em mim a minha ajuda? ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
BLIVRE Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?
ACF Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
JFA Ao que está afflicto devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-poderoso.
BLIVRE Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.
ACF Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
JFA Meus irmãos aleivosamente me fallaram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam.
BLIVRE Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,
ACF Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve,
JFA Que estão encobertos com a geada, e n'elles se esconde a neve.
BLIVRE Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;
ACF No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
JFA No tempo em que se derretem com o calor se desfazem, e em se aquentando, desapparecem do seu logar.
BLIVRE Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;
ACF Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem.
JFA Desviam-se as veredas dos seus caminhos: sobem ao vacuo, e perecem.
BLIVRE Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.
ACF Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sabá esperam por eles.
JFA Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sheba olham para elles.
BLIVRE As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.
ACF Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
JFA Foram envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
BLIVRE Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.
ACF Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.
JFA Agora sois similhantes a elles: vistes o terror, e temestes.
BLIVRE Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.
ACF Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens?
JFA Disse-vos eu: Dae-me ou offerecei-me da vossa fazenda presentes?
BLIVRE Por acaso eu disse: Trazei-me algo? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?
ACF Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos?
JFA Ou livrae-me das mãos do oppressor? ou redemi-me das mãos dos tyrannos?
BLIVRE Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?
ACF Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
JFA Ensinae-me, e eu me calarei: e dae-me a entender em que errei.
BLIVRE Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
ACF Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa argüição?
JFA Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! mas que é o que argue a vossa arguição?
BLIVRE Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?
ACF Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
JFA Porventura buscareis palavras para me reprehenderdes, visto que as razões do desesperado estão como vento?
BLIVRE Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?
ACF Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo.
JFA Mas antes lançaes sortes sobre o orphão; e cavaes uma cova para o vosso amigo.
BLIVRE De fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.
ACF Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
JFA Agora pois, se sois servidos, virae-vos para mim; e vede se minto em vossa presença.
BLIVRE Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós.
ACF Voltai, pois, não haja iniqüidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso.
JFA Voltae pois, não haja iniquidade: tornae-vos, digo, que ainda a minha justiça apparecerá n'isso.
BLIVRE Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.
ACF Há porventura iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?
JFA Ha porventura iniquidade na minha lingua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas miserias?
BLIVRE Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?