Jó 7 em 3 versões
Almeida Corrigida Fiel, João Ferreira de Almeida (1911), Bíblia Livre
ACF Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como os dias do jornaleiro?
JFA Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? e não são os seus dias como os dias do jornaleiro?
BLIVRE Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado?
ACF Como o servo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,
JFA Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,
BLIVRE Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento,
ACF Assim me deram por herança meses de vaidade; e noites de trabalho me prepararam.
JFA Assim me deram por herança mezes de vaidade: e noites de trabalho me prepararam.
BLIVRE Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento.
ACF Deitando-me a dormir, então digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até à alva.
JFA Deitando-me a dormir, então digo, Quando me levantarei? mas comprida é a noite, e farto-me de me voltar na cama até á alva.
BLIVRE Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer.
ACF A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele está gretada, e se fez abominável.
JFA A minha carne se tem vestido de bichos e de torrões de pó: a minha pelle está gretada, e se fez abominavel.
BLIVRE Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível.
ACF Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e acabam-se, sem esperança.
JFA Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e pereceram sem esperança.
BLIVRE Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança.
ACF Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem.
JFA Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem.
BLIVRE Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem.
ACF Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais.
JFA Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais: os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais.
BLIVRE Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir.
ACF Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.
JFA Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquelle que desce á sepultura nunca tornará a subir.
BLIVRE A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao Xeol nunca voltará a subir.
ACF Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá.
JFA Nunca mais tornará á sua casa, nem o seu logar jámais o conhecerá.
BLIVRE Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá.
ACF Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma.
JFA Por isso não reprimirei a minha bocca: fallarei na angustia do meu espirito; queixar-me-hei na amargura da minha alma.
BLIVRE Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma.
ACF Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda?
JFA Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda ?
BLIVRE Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda?
ACF Dizendo eu: Consolar-me-á a minha cama; meu leito aliviará a minha ânsia;
JFA Dizendo eu: Consolar-me-ha a minha cama: meu leito alliviará a minha ancia;
BLIVRE Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa,
ACF Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras;
JFA Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras:
BLIVRE Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões.
ACF Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a morte do que a vida.
JFA Pelo que a minha alma escolheria antes a estrangulação: e antes a morte do que a vida.
BLIVRE Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos.
ACF A minha vida abomino, pois não viveria para sempre; retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias.
JFA A minha vida abomino, pois não viveria para sempre: retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias.
BLIVRE Odeio a minha vida; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis.
ACF Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração,
JFA Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre elle o teu coração,
BLIVRE O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração,
ACF E cada manhã o visites, e cada momento o proves?
JFA E cada manhã o visites, e cada momento o proves?
BLIVRE E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves?
ACF Até quando não apartarás de mim, nem me largarás, até que engula a minha saliva?
JFA Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula o meu cuspo?
BLIVRE Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva?
ACF Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado?
JFA Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? porque fizeste de mim um alvo para ti por tropeço, para que a mim mesmo me seja pesado?
BLIVRE Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo?
ACF E por que não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não existirei mais.
JFA E porque me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá.
BLIVRE E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, porém não mais existirei.